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  O Mutirão - O DCE

         O Diretório Central dos Estudantes da Unifesp é um órgão de representação geral recente. Ele só foi criado em 2001 com a necessidade de um órgão de representação geral e que agregasse e consolidasse todos os centros e associações acadêmicas além do CAPB (Centro Acadêmico Pereira Barreto) dos estudantes de medicina, que era o órgão de representação mais antigo e consolidado e que detinha os espaços e estruturas necessárias à criação de um Diretório Central. Para a criação do DCE da Unifesp, o CAPB doou quase todas as suas estruturas além de grande parte da mão de obra organizacional para o planejamento do que seria o Órgão de Representação Geral dos Centros e Associações Acadêmicas da Unifesp.
          Desde 2001 o DCE vem sofrendo alterações significativas, com boas e más gestões, com guerra e paz á Atlética e Reitoria, com vitórias e derrotas, enfim. Porém, com as alterações na estrutura da Unifesp decorrentes da expansão, o DCE se viu numa grande encruzilhada: nascer ou morrer, sendo que morrer seria cômodo e fácil e nascer seria trabalhoso e difícil. Eis que jovens voluntários, para não dizer lunáticos, decidem assumir o DCE com uma postura diferente das corriqueiras: sem formalismos, sem protocolos, com  humildade e muita vontade de mudar e construir. Nós convocamos a construção coletiva do nosso DCE. Para isso começa-se a campanha "O DCE somos todos!" sugerindo a necessidade de um mutirão para tirar o DCE da apatia que pelas circunstâncias se metera.
          O mutirão não é só necessário, mas sim indispensável quando refletimos sobre os novos campi, nos quais os estudantes não têm veteranos para conversar e buscar respostas às perguntas que sempre surgem quando entramos numa organização como a Unifesp. Muitas vezes, como ocorreu no Campus da Baixada Santista, além disso, não têm a estrutura que merecem para realizarem sua formação social, profissional e científica. Chega a ser injusto falar em estrutura que merecem, já que os estudantes de Santos não têm nem a estrutura básica, que dirá a que eles, grandes guerreiros e estudantes, merecem. Sem o mutirão corremos o mesmo risco do ano passado, em que todo o trabalho do DCE, que é muito, acreditem, ficou para uma ou duas pessoas, que assim como todos os estudantes da Unifesp anteriormente, estudavam em período integral, e não tinham tempo suficiente para se dedicar ao DCE, que muitas vezes, fez com que perdessem aula, como faz até hoje. A falta de pessoas e tempo fez com que não conseguissem agregar os estudantes da Baixada Santista, que com certa razão sentiram-se abandonados pelo DCE.
         Esse ano o desafio é dobrado, as dificuldades são maiores e para cumpri-las o número, vontade e disposição dos alunos da Unifesp deve ser também muito maior. Com o Mutirão funcionando, todos que quiserem tem direito de participar e ajudar e todos que precisarem podem ser ajudados.

         O Mutirão é um dos movimentos do DCE, porque hoje, a participação dos estudantes da Unifesp na construção dos Centros Acadêmicos, DCE e movimento estudantil em geral é muito pequeno. Notamos que são sempre os mesmos que participam da organização e dos eventos estudantis na Unifesp. Isso pode ser resultado de diversos fatores: estrutura elitista da Unifesp, cursos em período integral, falta de reflexão social da metade dos estudantes, desconhecimento de suas obrigações enquanto usuários de uma Universidade Pública Federal e etc. O fato é que temos que mudar essa realidade e fazermos todos abrirem os olhos, veteranos e calouros, de todo e qualquer campus.

          Estamos passando por um momento histórico, mas que a maioria só perceberá a importância dele depois que passar, daqui a uns 80 anos, se é que a terra chegará até lá. É a primeira vez que o mundo é governado por uma só nação que tentou, tenta e tentará implantar o seu regime político, econômico, cultural e social ás outras nações. Entretanto sem sucesso. No Brasil vivemos a caminho do caos ideológico político e social. Vivemos um momento que se torna cada vez mais insustentável, já que é sustentado por uma estrutura minada pela corrupção e troca de favores que de tão desenfreada se torna insustentável. Só basta o povo não fazer nada e o caos chegará. Só basta o povo deixar de se fazer explorar para sustentar a corrupção da estrutura base e o caos se aplica. E o mutirão? eis o que muitos dos leitores mais distraídos já devem se ter perguntado. O Mutirão serve para a construção que precederá a organização maior e preparará os estudantes da Unifesp para exercer sua cidadania, buscando soluções para tirar o Brasil do caos, se ele chegar. Esse é o objetivo mais idealista do Mutirão.

          Sendo menos idealista, mas ainda assim idealista, o Mutirão é a forma de alcançarmos nossos direitos dentro da unifesp. Todos já devem ter percebido que não temos assistência estudantil, não temos muitos bons professores, não temos uma universidade de verdade e não temos muitas outras coisas que deveríamos e gostaríamos ter. A diferença que existe entre quem vai participar do Mutirão e quem não vai é com o quanto cada um se contenta. Quem busca o melhor para si, para seus companheiros e para o espaço em que ele se encontra entrará para o Mutirão, que nos unirá e nos fará cada vez mais amigos. Quem se conforma com o pouco que a Unifesp nos dá em comparação ao que ela poderia nos oferecer não participará, negando-se e viver o tempo único das suas vidas únicas, da maneira mais nobre que eles poderiam viver enquanto estudantes, construindo o Movimento Estudantil.

Cairo/CG-DCE/Biomed39

 
 
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